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 No.1053

Eu sempre fui uma criança que apanhou demais.

Culpa do meu pai, que queria que eu me socializasse com as outras crianças do "play" do meu prédio. Eu não estava preparado para a convivência com o ser humano. Do nascimento até os 11 anos, jamais eu havia interagido com pessoas, só estudava, jogava videogame e lia revistas em casa, sozinho.

Papai me forçou a descer e passar um tempo com os jovens rapazes: trágica ideia. Todos na faixa de 10 a 16 anos, mas muito diferentes de mim. Alguns faziam artes marciais há anos, outros estavam tentando namorar, todos sabiam até bater punheta. Eu? Um retardado completo.

Agi com eles como eu ajo ainda hoje na internet, com total franqueza. Resultado: hematomas pelo corpo todo a minha infância inteira. O que mais me entristecia era a briga dos meus pais com os responsáveis dos meninos. Como deu merda, meu deus. Como deu merda. Era ameaça de agressão, de chamar a polícia, de agredir os filhos, de fazer abaixo assinado para expulsar a gente do prédio, foi um estresse só.

Eu não conseguia parar de descer e cortar a convivência com meus colegas de prédio, pois eles passaram a ser os únicos "amigos" que eu tinha. Cada vez eu apanhava mais e mais. A única época do ano em que eu não ficava com o corpo todo roxo por causa dos hematomas era quando eles entravam de férias (eram todos playboys e viajavam, enquanto eu ficava sozinho no play do prédio, chutando a bola na parede).

Em 1996, após cinco anos desse sofrimento, minha mãe me trouxe uma grande notícia: nos mudaríamos para outro prédio. Finalmente eu poderia ficar livre de tudo aquilo.

Lembro que os meninos foram todos na porta do meu novo prédio porque sentiam "saudades de mim". Eu mandei o porteiro dizer que eu não morava ali. Não deu certo porque ele já havia dito antes que eu estava lá. Desci e os acompanhei à pé até o meu antigo prédio, explicando para eles que não poderíamos nunca mais nos ver novamente. Aquele foi o melhor ou um dos melhores dias da minha vida. Quando eles abriram o portão para entrar para suas casas, me xingaram de tudo quanto foi nome. Entretanto, eu estava livre.

 No.1054

File: 1548800238223.jpg (43.79 KB, 495x585, bolsolampada.jpg) Google iqdb


 No.1099

OP, eu achava que a questão da briga era algo natural. Filho da puta me deu um tapa? Eu caía pra cima dando chute, socando e jogava ele no chão. Depois eu aprendi que o pescoço é um local vulnerável e passei a fazer isso, pegar uma brecha e meter um mata leão, daí você fala "para que eu te solto". Bullying? No primeiro dia de aula um gordo me pegou pelo pescoço, eu levantei esse gordo e quando ele ia cair, ele soltou e ficou tranquilo, tanto que virou meu amigo. É assim que funciona, eu nunca aprendi a brigar mas nunca sofri bullying. Por quê? Porque se um filho da puta lhe chamar pro soco, você parte pra cima dele feito bicho, porra. OP, entenda, a questão não é você vencer ou coisa do tipo, é pra você mostrar que ninguém vai montar em você, de que você tem bola.

Vou dar outro exemplo, no EM, um filho da puta de 1,85/1,90 e eu com meus 1,70. Eu iria apanhar feio? Iria, mas ainda assim caí pra cima desse filho da puta, foquei nas pernas e o verme socou minhas costas feito bicho. O qeue u fiz? TANKEI ESSA MERDA, enquanto tankava essa porra, eu estava virado em bicho, babando, roscando e vermelho de puro ódio, só esperando eu derrubar ele, montar em cima e começar a socar a cara dele. Montei nele, prendi os braços dele com minhas pernas e fiquei socando a cara dele feito bicho. Por ele ser mais forte e mais pesado, ele conseguiu se levantar e me jogou longe. Quando eu levantei, já estava vermelho de puro ódio pronto pra cair em cima do filho da puta de novo mas logo apareceu os professores e separaram. Conclusão, por eu ser quieto, saske e baixinho, o descolado de 1,90, já acostumado com os betas com medo dele e pelo fato dele ser alto, eu era a máxima formiga pra ele encher o saco. Porém, como eu grudei feito bicho nele, ele foi encher o saco de outro beta. O que o beta fez? Absolutamente nada, apanhou o resto do EM feito bicho.

 No.1100

>>1099
Aliás, é muito além de beta e alpha, é um fodendo instinto. O filho da puta lhe bateu? Você pula pra cima com os dois pés.

 No.1123

>1099
Justo pra caralho, anão. Sempre fui magrelo pra caralho (eu diria 1,80m e 55kg/60kg) e sempre fui pra cima de qualquer filho da puta que viesse implicar comigo. Nunca perdia as brigas, mesmo sendo mais fraco eu tinha muito mais ódio do que quem vinha implicar comigo, então eles saíam de perto ou perdiam a briga mesmo. É isso anões, nunca sejam frouxos, quem implica com você deve apanhar e sofrer até não aguentar mais.

 No.1126

>Era ameaça de agressão, de chamar a polícia, de agredir os filhos, de fazer abaixo assinado para expulsar a gente do prédio, foi um estresse só.
O que você fazia com eles para chegar a esse ponto?



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